Dirigentes de sindicatos filiados à Fetrafi/NE participaram, no último dia 14 de março, do 1º Encontro Nacional da Juventude do Ramo Financeiro, promovido pela Contraf-CUT, na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
A atividade reuniu jovens bancários e dirigentes sindicais de várias regiões do país para discutir organização, comunicação e os desafios da juventude trabalhadora no sistema financeiro.
Representando sindicatos da base da Fetrafi/NE participaram Ramonna Mickaelly (Sindicato dos Bancários de Alagoas), Josi Ambrósio (Sindicato dos Bancários do Ceará) e Geraldo Times (Sindicato dos Bancários de Pernambuco e Fetrafi/NE).
Juventude, política e mundo do trabalho
A programação teve início com uma análise de conjuntura voltada à juventude, conduzida pela secretária de Juventude da Contraf-CUT, Bianca Garbelini, que abordou temas como o cenário político para as eleições de 2026, os impactos das redes sociais na organização política, a geopolítica internacional e o papel da juventude na mobilização para a Campanha Nacional dos Bancários 2026.
Em seguida, uma mesa de debates reuniu a secretária nacional de Juventude da CUT, Cristiane Paiva, a vereadora de São Paulo Luna Zarattini e a vereadora de Ribeirão Preto Duda Hidalgo. O diálogo abordou o desafio de ampliar a sindicalização entre jovens (que hoje representa cerca de 7%), o avanço da informalidade e da chamada “uberização” do trabalho, além da importância da formação política e da participação da juventude nas decisões do movimento sindical.
Propostas para fortalecer a organização da juventude
Durante os grupos de trabalho, os participantes definiram orientações para fortalecer a atuação das secretarias de juventude nas federações e sindicatos. Entre os encaminhamentos estão:
desenvolver estratégias de comunicação que dialoguem com a juventude;
promover formações continuadas sobre inteligência artificial, mídias sociais e consciência de classe;
ampliar a participação de jovens nas atividades sindicais;
utilizar cultura, esporte e lazer como instrumentos de organização e conscientização;
avançar no debate sobre cotas de participação da juventude nas estruturas do movimento sindical;
incentivar a criação de coletivos de jovens nas bases.
Outro destaque do encontro foi a oficina de comunicação ministrada por Igor Fediczko, doutor em Ciência de Dados, que abordou o fenômeno da pós-verdade e o impacto da inteligência artificial na comunicação política e no mundo do trabalho.
Entre os pontos levantados no debate estiveram a necessidade de transparência algorítmica, o direito à desconexão, políticas de requalificação profissional e a regulamentação ética do uso da IA no sistema financeiro.
Fortalecer a participação da juventude
Para a dirigente Josi Ambrósio, a atividade reforçou a importância de ampliar os espaços de participação da juventude no movimento sindical. “Foi um momento importante de troca e reflexão sobre como fortalecer a organização da juventude bancária diante dos desafios do mundo do trabalho e da comunicação digital”, destacou.
Já o dirigente Geraldo Times ressaltou que a participação dos jovens é essencial para renovar e fortalecer a luta sindical. “Garantir a presença da juventude nos debates e nas decisões do movimento sindical é fundamental para enfrentar as transformações no sistema financeiro e construir o futuro da categoria”, afirmou.
O encontro reforçou a necessidade de ampliar a organização e o protagonismo das juventudes no movimento sindical, especialmente diante das transformações tecnológicas e das disputas políticas que marcam o cenário do trabalho no setor financeiro.
Confira a participação dos diretores:












