Edição 7 da revista Bancários do Nordeste traz retrospectiva 2025 e perspectivas para 2026. Confira!


A edição de dezembro de 2025 da revista da Fetrafi Nordeste foi lançada, encerrando o ano com uma retrospectiva marcada por lutas sindicais e ações nacionais e internacionais, trazendo, também, as perspectivas para 2026. A revista, agora em sua sétima edição, dá destaque à união dos bancários do nordeste e enfatiza que a federação sempre está em movimento.

Nova direção, mesma luta

A revista apresenta 2025 como um ano de reorganização, afirmação política e preparação estratégica da Fetrafi/NE para um novo ciclo de lutas. Marcado pela realização do V Congresso da Federação, o período consolidou a renovação da direção, a aprovação do Plano de Lutas 2025-2029 e o fortalecimento da unidade sindical no Nordeste, sem ruptura com a trajetória histórica da entidade. O congresso reafirmou o compromisso com a defesa dos direitos da categoria bancária, dos bancos públicos e da democracia, em um cenário de profundas transformações no sistema financeiro.

Ao longo do ano, a Fetrafi/NE ampliou sua base com a filiação do Sindicato dos Bancários de Itabaiana, fortaleceu a articulação entre os sindicatos filiados e intensificou sua presença nos estados, em mobilizações nacionais, audiências públicas e espaços institucionais. A atuação esteve voltada ao enfrentamento do fechamento de agências, da digitalização sem direitos, do adoecimento da categoria e da exclusão social provocada pela substituição do atendimento presencial. A participação na Marcha da Classe Trabalhadora e em conferências nacionais reforçou a defesa de pautas como redução da jornada, justiça tributária, valorização do serviço público e fim de práticas precarizantes.

A edição frisa o fortalecimento das entidades de base como eixo central da estratégia federativa, evidenciado pelo acompanhamento de processos eleitorais sindicais no Piauí e em Alagoas, entendidos como parte de um projeto de unidade, democracia interna e enraizamento junto à categoria. Reuniões itinerantes da diretoria executiva consolidaram um método de gestão baseado na construção coletiva, no diálogo com as realidades locais e no planejamento integrado para 2026.

Formação e educação social

Outro eixo estruturante foi a produção de conhecimento como ferramenta de luta sindical. A realização da 7ª e da 8ª Pesquisas de Opinião da Fetrafi Nordeste deu voz direta aos bancários e bancárias, revelando altos índices de adoecimento físico e mental, pressão por metas abusivas e impactos negativos da introdução da inteligência artificial no trabalho. Esses dados passaram a orientar a ação sindical, a negociação coletiva e a intervenção política da Federação.

A revista também evidencia a centralidade da formação sindical e da educação social. Cursos para dirigentes, formação previdenciária em parceria com a Anapar e a participação em debates nacionais sobre previdência, comunicação e tecnologia reforçaram a compreensão de que formar é estratégia de resistência. Nesse contexto, a comunicação ganhou papel decisivo, com o fortalecimento da presença digital da Federação e o lançamento do Podcast Fetrafi Nordeste, voltado a aproximar a direção da base, qualificar o debate e ampliar a identidade sindical.

A inteligência artificial aparece como tema estratégico, tratado não apenas como inovação tecnológica, mas como disputa política. A Fetrafi/NE participou de conferências nacionais e internacionais, defendeu a regulação das tecnologias, a soberania digital e a subordinação da IA aos direitos sociais, reafirmando que o futuro do trabalho, da democracia e do desenvolvimento passa pelo controle social da tecnologia.

Perspectivas para 2026

Por fim, a revista projeta 2026 como um ano decisivo, marcado pela Campanha Nacional dos Bancários, pela renovação da Convenção Coletiva, pela defesa dos bancos públicos e pela disputa do projeto de país. O balanço se encerra com agradecimentos aos sindicatos filiados, dirigentes e parceiros, reforçando que a força da Fetrafi Nordeste nasce do trabalho coletivo, da base organizada e da unidade regional como instrumento para enfrentar os desafios do presente e do futuro.

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